Novo exame amplia o rastreamento do câncer colorretal
- há 2 dias
- 2 min de leitura
Entenda como funciona e por que o diagnóstico precoce é tão importante

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, está entre os tumores mais frequentes no Brasil e no mundo. Apesar disso, quando identificado precocemente, apresenta altas chances de tratamento e cura. Por esse motivo, o rastreamento é uma das principais estratégias para reduzir a mortalidade causada pela doença.
Nos últimos anos, um exame simples e pouco invasivo passou a ganhar destaque: o teste imunológico fecal (FIT), utilizado para identificar sangue oculto nas fezes.
O que é o teste imunológico fecal?
O teste imunológico fecal (FIT) é um exame laboratorial que detecta pequenas quantidades de sangue nas fezes, muitas vezes invisíveis a olho nu.
A presença de sangue pode estar relacionada a diversas condições, incluindo pólipos intestinais e câncer colorretal. Por isso, quando o resultado é positivo, é necessária a realização de uma colonoscopia para investigação.
Entre as principais vantagens do exame estão:
* coleta simples;
* não exige preparo intestinal;
* utiliza apenas uma amostra de fezes;
* é indolor e não invasivo.
O exame substitui a colonoscopia?
Não.
A colonoscopia continua sendo o exame padrão para o diagnóstico e para a prevenção do câncer colorretal, pois permite visualizar diretamente o intestino e remover pólipos durante o procedimento.
O teste imunológico fecal funciona como uma ferramenta de rastreamento. Quando o resultado é alterado, a colonoscopia é indicada para confirmar ou descartar alterações.
Quem deve fazer o rastreamento?
Para pessoas com risco habitual, o rastreamento costuma ser recomendado entre os 50 e 74 anos, mesmo na ausência de sintomas.
Já indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes hereditárias podem precisar iniciar o acompanhamento mais precocemente. A recomendação deve ser individualizada pelo médico.
Quais sintomas merecem atenção?
Embora o rastreamento seja realizado em pessoas sem sintomas, alguns sinais exigem avaliação médica imediata:
* sangue nas fezes;
* alteração persistente do hábito intestinal;
* dor abdominal recorrente;
* perda de peso inexplicada;
* anemia sem causa definida.
Na presença desses sintomas, o paciente não deve realizar apenas o exame de rastreamento, mas procurar avaliação especializada.
O papel da cirurgia oncológica
Quando o diagnóstico de câncer colorretal é confirmado, o tratamento é definido de forma individualizada. Em muitos casos, a *cirurgia oncológica* representa a principal forma de tratamento, podendo ser associada à quimioterapia, radioterapia ou terapias-alvo, conforme o estágio da doença.
Com os avanços da medicina, muitos procedimentos podem ser realizados por técnicas minimamente invasivas, favorecendo uma recuperação mais rápida e melhores resultados.
Diagnóstico precoce salva vidas
O maior benefício do rastreamento é identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas. Muitos pólipos podem ser removidos durante a colonoscopia, impedindo sua evolução para câncer.
Por isso, conversar com seu médico sobre o momento adequado para iniciar o rastreamento é uma das atitudes mais importantes para a prevenção do câncer de intestino.
Na COP, contamos com uma equipe multidisciplinar preparada para orientar pacientes em todas as etapas, desde o diagnóstico precoce até o tratamento com cirurgia oncológica e acompanhamento especializado.



